AngopA província de Luanda registou neste domingo, (5 de Abril), a chegada de dois navios cruzeiros com cerca de 300 turistas, em trânsito para outras paragens, uma iniciativa que reforça o posicionamento da capital como destino turístico estratégico em Angola.
De acordo com a diretora provincial da Cultura e Turismo, Gersy Pegado, a presença destes visitantes representa “uma janela de oportunidades muito grande” para o país.
“Temos tido uma afluência de turistas, só hoje contamos com 300 visitantes que já estão integrados em vários circuitos turísticos”, destacou.
Segundo a responsável, Luanda tem vindo a consolidar-se como um ponto de paragem regular de cruzeiros internacionais, com mais de 60 navios já registados ao longo dos últimos anos.
Referiu que a estratégia passa por valorizar o turismo cultural, aliando gastronomia, música, dança e património histórico como factores de atração.
De acordo com o diretor-geral da empresa TravelGest, José Cabral, que acompanha a operação logística dos cruzeiros, antes de atracar no Porto de Luanda, o navio vindo da cidade do Cabo, África do Sul, fez escala por Namíbia e Baía dos Tigres em Moçâmede, província do Namibe.
Referiu que este navio transporta cerca de 37 turistas, maioritariamente suíços, americanos e ingleses.
Deu a conhecer que a visita dos turistas inclui um city tour pelos principais pontos da cidade, como o Museu de Antropologia, a Fortaleza e o Palácio de Ferro, seguido de almoço na Ilha de Luanda.
Informmou ainda que durante a estada em Luanda, os visitantes terão ainda a oportunidade de conhecer a Ilha do Mussulo, numa experiência que visa combinar lazer e contacto com a cultura local.
Para José Cabral, o crescimento do número de escalas pelo território nacional demonstra o potencial do país nesse sector.
“Temos vindo a trabalhar com o Ministério do Turismo e outras entidades. Cada navio que chega dá visibilidade a Angola e mostra que temos capacidade para receber embarcações de grande porte”, afirmou.
Por sua vez, o comandante do navio Vasco da Gama, Adrian Firsov, de nacionalidade romena, explicou que a embarcação transporta turistas portugueses e alemães e tripulantes de várias nacionalidades.
“O nosso grande objetivo é proporcionar os melhores momentos de felicidade, uma experiência marcante aos nossos turistas ao longo das viagens", afirmou.
Referiu que durante a curta estada, os passageiros terão a oportunidade de conhecer alguns pontos da capital angolana, com destaque para experiências ligadas à natureza, à costa marítima e à gastronomia local, especialmente pratos à base de peixe.
Explicou que apesar do interesse em explorar mais o país, a permanência será breve. "O navio ficará apenas um dia em Luanda, partindo na tarde deste domingo para o próximo destino, que é Cabo Verde".
Segundo o capitão, a viagem até Cabo Verde deverá durar cerca de sete dias, após o que os turistas continuarão o roteiro pelo continente africano.
A escala reforça o posicionamento de Angola no circuito internacional de cruzeiros, numa altura em que o país tem vindo a registar um aumento do número de navios e turistas que procuram conhecer a sua diversidade cultural e paisagística. MEL/AJQ
O Museu Nacional de História Natural (MNHN) é uma instituição pública de carácter museológico, sem fins lucrativos, dedicada por excelência a actividades de documentação, pesquisa e comunicação que reflectem a biodiversidade de Angola.
O Museu Nacional da Escravatura localiza-se no Morro da Cruz, na cidade de Luanda, em Angola. Dedicado à memória da escravidão, é uma destacada instituição cultural do país.
A Fortaleza da Muxima ("coração" em língua Kimbundu) localiza-se na vila da Muxima, no município da Quiçama, na província de Luanda, em Angola. Trata-se da primeira prisão do período de ocupação angolana.
Uma capela construída pelos colonos portugueses na ilha do Mussulo, em Luanda, passou a estar classificada como Património Histórico-Cultural de Angola, conforme decreto executivo assinado pela ministra da Cultura, Carolina Cerqueira.
A “Fortaleza de São Miguel” localiza-se no morro da Fortaleza (antigo monte de São Paulo), nas proximidades da ponte da ilha de Luanda, na comuna e município de Ingombota, cidade e província de Luanda, em Angola.
O Memorial Dr. António Agostinho Neto também conhecido como o Foguetão, é um monumento construído na capital Luanda em homenagem a António Agostinho Neto, médico, escritor e político angolano, principal figura do país no século XX.
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